Todos os seres humanos tem direito de que respeitem sua vida, e só existe respeito quando a vida além de ser mantida, pode ser vivida com dignidade”.

Dalmo Dallari

sexta-feira, 23 de abril de 2010

TODOS SÃO BEM-VINDOS À ESCOLA!

Aos alunos com deficiência e transtorno global do desenvolvimento na rede municipal de ensino: vamos dar as boas-vindas!
 
Os responsáveis pelas crianças com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento iniciam o ano letivo com muitas inseguranças e, por isso, necessitam de boas-vindas, atenção, apoio e conforto.
 
Criar filhos não é uma tarefa fácil e quando se trata de crianças com deficiência ou TGD, os medos, as dúvidas e as incertezas passam a ter uma dimensão bem maior. São alunos das nossas escolas que necessitam de tratamento igual, reconhecimento das diferenças e  atendimento às suas especificidades; e isso é um desafio para mães, pais, professores e – principalmente - para os próprios alunos, os quais, antes de tudo, precisam de uma boa acolhida.
 
Saber-se bem-vindo é o primeiro passo, momento em que a criança se sente querida, acolhida e importante, como parte essencial para a sua existência e bem estar no espaço escolar. Passando a pertencer à sociedade, começa a se construir como cidadão, independente da sua condição. Na escola convive com alunos com e sem deficiência, sabe que pode e vai aprender, que fará amigos, que existe e cresce com eles.
 
Assim que o aluno é matriculado, a escola deve iniciar a articulação com a educação especial, para que cumpra o seu papel dando suporte ao professor da turma regular. Afinal é na sala de aula que o aluno deve aprender o português e a matemática, assim como é durante o atendimento educacional especializado que trabalhará especificidades, dando ênfase às suas habilidades e desenvolvendo o que necessita para aprender em igualdade de condições e de acordo com as suas possibilidades. Esse processo é coletivo e acontece com maior sucesso quando todos os agentes executam bem as suas tarefas, sendo ingrediente necessário a certeza de que o lugar do aluno é realmente na mesma sala de aula, onde estudam alunos de diferentes culturas, características e condições.
Tudo é diferente e igual, o que muda mesmo é a necessidade do desenho universal, perpassando as adaptações pedagógicas, muitas vezes necessárias para a obtenção de um bom resultado. 
 
Acessibilidade é um requisito que não inclui apenas a arquitetura, mas todas as barreiras que precisam ser transpostas para que a inclusão educacional aconteça com qualidade:
- acessibilidade na comunicação, com o uso de comunicação alternativa;

- acessibilidade através do desenho universal;

- acessibilidade proporcionada nas adaptações pedagógicas sobre o currículo oferecido para todos;

- acessibilidade de todas as formas: braile, LIBRAS, tecnologias assistivas, computador, e muitos outros recursos para que os alunos com deficiência aprendam. Pois é para isto que vão à escola, para aprender português, matemática, ciências e entre outras matérias, aprender a vida; construindo-se a cada dia, conhecendo e se reconhecendo como ser humano que de fato pertence.
 
Recursos para a promoção da educação inclusiva, articulação intersetorial, formação continuada de professores, acesso à escola e ao atendimento educacional especializado no contraturno: tudo isso é muito importante. Mas antes de tudo, o importante é acreditar no potencial único de cada aluno com deficiência e transtorno global do desenvolvimento e recebê-los de braços abertos, com a certeza de que a escola de fato e de direito é de todos e de cada um.
 
O Instituto Helena Antipoff da Secretaria Municipal de Educação está aberto e à disposição de coordenadores, diretores e professores da rede municipal de ensino.
Sabemos que a educação inclusiva é possível e queremos com vocês avançar ainda mais nessa direção.

Obrigada pela atenção,
Por Claudia Grabois - Diretora do IHA-SME
Contato: (21)25696806
Twitter: @ClaudiaGrabois

Nenhum comentário: